Os Estados Unidos decidiram manter de forma permanente um programa que permite exigir caução de até US$ 20 mil em pedidos de visto. A medida afeta solicitantes considerados de maior risco migratório e pode atingir principalmente quem pede vistos de turismo, negócios ou estudo em circunstâncias específicas.
Na prática, a exigência funciona como uma garantia financeira que só é aplicada em parte dos casos e não substitui as etapas normais do processo, como preenchimento do DS-160, pagamento da taxa MRV e entrevista consular, quando necessária.[4][7]
O que muda com a permanência do programa
A decisão transforma em política contínua um mecanismo que antes era tratado como excepcional e temporário. Com isso, o governo americano passa a manter aberta a possibilidade de cobrar caução de determinados solicitantes, em vez de limitar a ferramenta a um teste de curto prazo.
A medida não altera o procedimento padrão para a maioria dos brasileiros, que continua o mesmo: preencher o formulário DS-160, pagar a taxa de solicitação, agendar o atendimento no sistema oficial e comparecer ao CASV e ao consulado, quando aplicável.[4][7]
Quem pode ser afetado
O programa é voltado a casos específicos, normalmente avaliados pelo governo americano com base em risco de permanência irregular ou outros critérios definidos na análise consular. Isso significa que a caução não é uma taxa automática para todos os vistos, mas uma exigência adicional que pode surgir durante o processo.[4][10]
Para o público brasileiro, o impacto principal é financeiro: quem for incluído no programa pode precisar comprovar capacidade de pagamento muito acima do custo regular do visto. Em 2026, a taxa MRV para o visto de turismo B1/B2 segue em US$ 185, valor bem inferior ao depósito que pode ser pedido em casos enquadrados na caução.[3][14]
O que o solicitante precisa saber antes de aplicar
O processo de visto americano segue concentrado nos canais oficiais do governo dos EUA. O formulário DS-160 deve ser preenchido no site do governo, e o agendamento é feito no portal oficial de vistos, onde o solicitante também cadastra dados, paga a taxa aplicável e marca os atendimentos exigidos.[4][7]
Na orientação publicada pela Embaixada dos EUA no Brasil, o solicitante precisa enviar o DS-160 antes de agendar a entrevista, imprimir a página de confirmação e, quando exigido, comparecer primeiro ao CASV para coleta de digitais e foto e depois ao consulado para a entrevista.[7] Para quem está pedindo visto de turismo, o caminho normal continua sendo esse — com a diferença de que, em casos selecionados, pode haver a cobrança da caução como condição adicional.[2][14]
A permanência do programa é relevante porque amplia a previsibilidade da regra para quem pretende viajar aos EUA, mas também reforça que certos perfis podem enfrentar exigências extras. Para brasileiros que estão planejando tirar ou renovar o visto, a principal recomendação prática continua sendo a mesma: usar apenas os canais oficiais, reunir documentação consistente e considerar que o custo final pode ser maior se o caso entrar nos critérios de caução.[1][4][7]
Como isso afeta brasileiros que pedem visto
Para quem faz o processo no Brasil, a mudança não altera a estrutura básica do atendimento, disponível em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, com apoio do sistema oficial de agendamento.[2][7] O ponto novo é que o governo americano preserva a possibilidade de exigir um valor alto como condição adicional em casos específicos, o que pode pesar no planejamento de viagem de famílias, estudantes e viajantes a trabalho.
Na prática, isso torna ainda mais importante conferir a categoria correta do visto antes de iniciar o pedido, já que o sistema oficial orienta o solicitante a identificar o tipo de visto necessário, preencher o DS-160, pagar a taxa correspondente e, só então, avançar para as etapas de atendimento.[4][10]
📚 Fontes
Nota: As informações deste artigo são para fins educativos. Sempre verifique dados atualizados em fontes oficiais antes de tomar decisões importantes.