O governo dos Estados Unidos impôs um ultimato claro a imigrantes que vivem no país sob o Status de Proteção Temporária (TPS): regularizar a permanência com residência permanente ou retornar ao país de origem. A decisão foi anunciada neste domingo (28) pelo secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, que afirmou que os beneficiários do programa terão duas opções distintas para definir seu futuro no território americano[1][2].
Mullin declarou em entrevista à CNN que o governo ajudará na reintegração dos imigrantes que optarem pela saída voluntária, fornecendo passagem aérea e cerca de US$ 2.100 para auxiliar na restabelecimento em suas nações de origem[1][3]. A medida ocorre dias após a Suprema Corte dos EUA autorizar o governo do presidente Donald Trump a retirar a proteção migratória de centenas de milhares de haitianos e sírios, ampliando o impacto da decisão sobre populações vulneráveis[1][4].
Quem está afetado pela nova regra
A exigência de Mullin aplica-se especificamente a imigrantes que vivem nos Estados Unidos com status de proteção temporária, incluindo cidadãos de países como Haiti, Síria, Venezuela, Cuba e Nicarágua, cujos vistos podem ser revogados[1][4]. Mais de 500 mil imigrantes desses países podem ser deportados se não buscarem residência permanente, segundo a decisão da Suprema Corte que derrubou um bloqueio judicial anterior[4].
A política anula uma medida implementada durante o governo de Joe Biden que beneficiava cidadãos dessas nações, abrindo caminho para deportações em massa sem nova proteção temporária[4]. Imigrantes com dupla nacionalidade que solicitarem visto com passaporte de país não listado na suspensão podem estar isentos, mas a regra principal exige ação imediata para evitar a saída[5].
Impacto prático para brasileiros e outros nacionais
Para brasileiros e outros nacionais que buscam vistos americanos, a decisão reforça a postura do governo Trump de exigir que imigrantes sejam financeiramente autossuficientes e não representem um fardo financeiro para os EUA[5]. A partir de 21 de janeiro de 2026, o Departamento de Estado suspenderá a emissão de vistos de imigrante para cidadãos de países como Brasil, Afeganistão, Bangladesh e outros 50 nações, embora entrevistas possam ocorrer sem emissão de visto[5].
Vistos de turismo (não imigrante) não estão afetados por essa suspensão, mas a exigência de TPS demonstra que o governo está priorizando a remoção de imigrantes sem residência permanente[5]. Brasileiros que possuem TPS nos EUA devem agir rapidamente para regularizar seu status ou planejar a saída voluntária com o auxílio financeiro oferecido, evitando deportações em massa[1][3].
📚 Fontes
Nota: As informações deste artigo são para fins educativos. Sempre verifique dados atualizados em fontes oficiais antes de tomar decisões importantes.