O governo dos Estados Unidos passou a restringir a permanência de estudantes estrangeiros e participantes de intercâmbio depois de dizer que a mudança responde a falhas e fraudes no sistema. A medida afeta principalmente os vistos F e J e muda a lógica que permitia ficar no país enquanto o vínculo acadêmico estivesse válido.[1][2]
Para brasileiros que estudam, fazem intercâmbio ou planejam renovar o status nos EUA, a consequência prática é clara: o tempo de permanência deixa de ser indefinido dentro da duração do curso e passa a ter limite fixo, com exigência de nova autorização para continuar no país em parte dos casos.[1][2]
O que mudou na regra americana
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, a nova norma encerra a chamada brecha da "duração do status" e cria um período máximo de admissão de quatro anos para vistos F e J.[2] A regra foi publicada em 16 de julho e deve entrar em vigor em setembro, conforme a divulgação oficial e a cobertura da Exame.[1][2]
Na prática, estudantes e pesquisadores que entrarem no país depois da entrada em vigor da mudança só poderão permanecer pelo período autorizado no formulário correspondente, respeitando o teto de quatro anos.[1][2] Se precisarem ficar mais tempo, terão de pedir extensão ao USCIS, com análise federal formal.[2]
Quem será afetado e como fica o prazo
A mudança também alcança quem já vive nos Estados Unidos com vistos F ou J, grupo estimado em cerca de 1,5 milhão de pessoas em 2025.[1] Para esse público, a regra prevê quatro anos contados a partir da vigência da norma para apresentar um novo pedido de permanência, independentemente da data de chegada ao país.[1][2]
Outro ponto importante é a redução do período de saída após o fim do curso: o prazo caiu de 60 para 30 dias.[1][2] Segundo o governo americano, a ideia é reforçar a supervisão federal e exigir novas checagens, incluindo verificação biométrica, antecedentes e triagem contra fraudes em pedidos de extensão.[2]
O impacto para brasileiros que estudam nos EUA
Para quem pretende estudar por mais tempo, a regra exige mais planejamento documental e atenção ao calendário acadêmico e migratório. Cursos longos, doutorados e residências médicas tendem a depender mais de prorrogações formais junto ao governo americano, já que a permanência automática deixa de acompanhar a duração integral do programa.[1][2]
A orientação prática é acompanhar a data de expiração do registro, reunir provas atualizadas de vínculo com a instituição e iniciar pedidos de extensão com antecedência. Isso vale especialmente para brasileiros que já estão no país ou que planejam renovar o status depois que a nova regra entrar em vigor.[1][2]
A Exame informou que a motivação apresentada para a mudança foi o combate a fraudes, enquanto o comunicado oficial do DHS fala em eliminar o uso indevido de uma brecha que permitia permanência prolongada sem supervisão periódica.[1][2] Para estudantes brasileiros, o efeito imediato é um sistema mais rígido, com prazo fixo e menos margem para permanência automática.
📚 Fontes
Nota: As informações deste artigo são para fins educativos. Sempre verifique dados atualizados em fontes oficiais antes de tomar decisões importantes.